quarta-feira, 1 de março de 2017

Pilates nas Doenças Neurológicas





O Método Pilates consiste em uma série de exercícios físicos que buscam a harmonia entre o corpo e a mente, isto é, um treinamento físico e mental que melhora a consciência corporal por trabalhar o corpo como um todo. Seus princípios são, a centralização, o controle, a precisão, a fluidez do movimento, a concentração e a respiração. Nos últimos anos muito tem sido comentado sobre o Método Pilates e seus benefícios e indicações.

 A importância desse método como uma técnica de reabilitação está cada vez mais reconhecida entre os diversos profissionais da área da saúde. Acidente vascular encefálico (AVE), doenças de Parkinson e Alzheimer, esclerose múltipla, neuropatias periféricas, paralisa cerebral, incoordenação motora, lúpus e distrofias musculares são algumas das patologias neurológicas que se beneficiam deste método. Este benefício se deve a importante relação dos princípios do método (citados acima) com os objetivos na reabilitação dessas doenças.

Pacientes neurológicos, vítimas dessas doenças, apresentam seqüelas como alterações de tônus muscular, déficit do controle motor, diminuição de força muscular, alteração do equilíbrio, dificuldade na marcha, distúrbios sensitivos, diminuição da flexibilidade, contraturas musculares, alterações posturais e respiratórias, dificuldade de concentração, raciocínio e memória, fatores, estes, que levam a diminuição da independência física e, consequentemente, à diminuição da qualidade de vida.

Com os exercícios do pilates trabalha-se o equilíbrio muscular, pois fortalece e alonga a musculatura globalmente mantendo a flexibilidade, a tonicidade e a força muscular; como se preconiza a qualidade do movimento e não a quantidade deste, a precisão dos movimentos e a concentração d

urante os exercícios são indispensáveis, melhorando, assim, o controle motor, a consciência corporal e a coordenação dos movimentos.



São exercitados constantemente, durante as sessões, os músculos profundos sustentadores da coluna (multífidos), os abdominais (destaque para o transverso do abdômen), o assoalho pélvico e os glúteos, melhorando a postura, estimulando o controle de tronco, prevenindo a incontinência urinária (perdas constantes de urina), melhorando a marcha e o equilíbrio do paciente; por fim, o trabalho da respiração, que é a base do método em questão, diminui as complicações respiratórias, que são importantes agravantes da expectativa de vida desses pacientes, além de melhorar a oxigenação cerebral, estimulando a formação de novas conexões, diminuindo a ansiedade e o estresse. Isso sem falar dos benefícios de se praticar uma atividade física, de encarar um novo desafio e de se superar a cada dia com exercícios variados.









O paciente tem que se preocupar em procurar um profissional devidamente capacitado a identificar e atender às suas reais necessidades. Se uma minuciosa avaliação for realizada, os exercícios poderão ser direcionados especificamente ao seu
quadro clinico, melhorando, então, a sua independência e sua qualidade de vida.

Mais informações sobre a fisioterapia Pélvica!!!

             

                 


Segundo a Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica (ABFP):

"A Fisioterapia Pélvica é reconhecida mundialmente, envolve o estudo, prevenção e tratamento dos distúrbios cinético-funcionais intercorrentes na pelve humana. Com destaque para as disfunções pélvicas, anorretais, urinárias e sexuais, na mulher, homem e criança.

O assoalho pélvico é uma estrutura complexa, formada por músculos, ligamentos e fáscias. Localiza-se na pelve, entre o osso púbis e o cóccix. Tem as funções de suportar os órgãos pélvicos (bexiga, útero e reto) em suas posições anatômicas, manter a continência urinária e fecal, e tem um papel primordial na função sexual. As disfunções do assoalho pélvico nem sempre estão relacionadas com a idade e o envelhecimento. Podem ocorrer em homens, mulheres e crianças.
      Com relação a incontinência urinária, aproximadamente entre 15% e 30% da população acima de 60 anos apresenta algum grau de incontinência, sendo que nas mulheres a incidência é duas vezes maior que nos homens.
      A perda de urina pode causar problemas sociais, higiênicos, sexuais, levando a pessoa ao isolamento social e até mesmo à depressão.
      A fisioterapia pélvica é reconhecida como primeira linha no tratamento das disfunções dos músculos do assoalho pélvico.



O  assoalho pélvico  em disfunção pode levar a diversos sintomas, como:
– Incontinência urinária de esforço: Perda de urina quando tosse, espirra, pula e durante a risada;
– Hiperatividade vesical (bexiga hiperativa): Vontade constante de ir ao banheiro mesmo com pouca urina;
– Incontinência urinária de urgência: Quando perde urina antes mesmo de conseguir chegar ao banheiro;
– Incontinência urinária após prostatectomia radical (retirada da próstata);
– Incontinência fecal e de flatos: Perda de fezes e gases;
– Constipação ou prisão de ventre: Dificuldade em defecar;
      Disfunções sexuais masculina e feminina como dor, disfunção erétil, problema de desejo, excitação, orgasmo, etc;













Técnicas fisioterapêuticas aplicadas no tratamento das disfunções do assoalho pélvico:

• Biofeedback Eletromiográfico- A utilização do Biofeedback Eletromiográfico no treinamento do assoalho pélvico tem como vantagens capacitar o paciente a identificar os músculos a serem trabalhados, aumentar a percepção sensorial, reestabelecer a coordenação e o controle motor voluntário , resultando numa melhora funcional e, consequentemente, dos sintomas .
Utilizando eletrodos de superfície e ou intracavitários, que captam a atividade elétrica das fibras musculares dos músculos do assoalho pélvico, o Biofeedback eletromiográfico permite uma leitura e interpretação em tempo real das disfunções pélvicas, através de sinais auditivos e/ou visuais.

• Treinamento dos músculos do assoalho pélvico - através de exercícios específicos , o paciente consegue identificar os músculos e realizar um treino individualizado para a disfunção apresentada.

• Terapia manual-Visa a propriocepção muscular, a melhora da fibrose causada por cicatrizes, liberação de pontos gatilhos e o relaxamento muscular. Também faz parte deste trabalho a conscientização da contração muscular e desenvolvimento de força.

• Eletroestimulação – utilizada tanto para melhorar os quadros álgicos e tambem para fortalecimento muscular.

• Terapia comportamental - através de modificações comportamentais , o paciente é orientado a controlar a ingestão de líquidos durante o dia e à noite, controlar os intervalos entre as micções, diminuir o consumo de café, chá, refrigerantes, álcool, controlar a alimentação, através do consumo de alimentos mais saudáveis e ricos em fibras,, como frutas, verduras diminuindo o peso corporal e melhorando os hábitos intestinais e realizar atividade física.

A fisioterapia pélvica não só trata como previne  e  promove uma significativa melhora na qualidade de vida das pessoas.

Se você apresenta alguns destes sintomas procure um Fisioterapeuta Pélvico. Tratar e prevenir sempre!


Roberta Ruiz, Fisioterapeuta, Pós-Graduada pela USP em Fisioterapia Respiratória , Instrutora de Pilates formada pela Physio Pilates - Polestar Education(USA), Pós-Graduada em Fisioterapia Pélvica (Inspirar), Formação em RPG (Carlos Barreiro-SP), Formaçào em Terapias manuais Mulligan e Maitland (AUS), Fisioterapia nas DTMs (disfunções tempero-mandibulares) e Podoposturologista (palmilhas posturais)